O Quinto Elemento
Neste
projeto simplesmente reflexiono acerca da forma em que o componente subjetivo
tem se convertido em elementos poderosos, os quais atentam contra nossa satisfação.
A minha primeira aproximação da Idea foi surta quando observava a similitude
entre um Manequim duma vitrine e a sociedade contemporânea (O processo de imitação
de postura e recíproco). No momento me fazia a pergunta: qual e o vazio
existente no modelo no qual foi inspirado. Logo conseguia leituras múltiplas.
Transpirava uma beleza impecável e ao mesmo tempo, profunda tristeza, uma tranqüilidade
aparente, secundada de insegurança, cansaço e insatisfação na expressão
daquele “Manequim-Homem“.
Esse
virou ponto de partida do trabalho. Dos anos depois começo a desenvolver os
dipticos que compõem a serie. Neste trabalho convergem a ironia, os desejos,
contradições, frustrações, fantasias e esperanças. Nele questiono a mudança
significativa do conceito de felicidade dentro da sociedade contemporânea, a
ponto de nunca nos sentir satisfeitos pelo que somos e fazemos, com a nossa aparência
e o que temos. Disto ultima ate perdermos a capacidade de estabelecer uma
diferencia entre desejo e necessidade. Esta falta constante nos gera um espaço
que não temos a capacidade de encher...Nem teremos nunca.
O
quinto elemento e um quebra-cabeça cheio de perguntas sem respostas, com
imperfeições (assim como a vida) e nos. Só
são anotações nas que tento que o espectador sinta, pense, questione e
discrepe.
28 de Agosto de 2006
Jorge Luis Álvarez Pupo
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